É estranho, mas senti que eu nunca tive aversão a lecionar, mas sim às pessoas de baixa capacidade de aprendizado, para não citar um termo cruel. Ontem me inteirei sobre um tema no qual ainda sou estudante, sendo este assunto nem um pouco interessante, porém necessário. Mas pude notar que como é bom ensinar para alguém que está interessado em aprender. Por estas e outras, penso que tenho que fazer um mestrado, pois deve ser algo bárbaro ensinar para o nível superior, aonde as pessoas vão às aulas para estudar, ou ao menos, a maioria delas.
Estou nervoso, pois não consigo ter notícias “do meu aprendiz”, e de como foi sua avaliação, por vezes me identifico muito com os mestres orientais, pois me sinto ferido ante a falha de algum dos meus, afinal, eles são um reflexo do meu empenho, e como um bom representante do capitalismo, “nunca coloco para perder.”, mas, mais do que ajudar perante as dificuldades encravadas nas páginas de um livro, ajudei uma pessoa especial, ou espero ter ajudado. Bom, muito dessa minha insegurança se deve a que eu não estou avaliando meu próprio conteúdo, e isso é bem mais complicado, pois não podemos tangenciar nossas falhas. Será que é esse o grande medo dos nossos pais? Não nos deixarem preparados para as provações da vida?
Mais que isso, entendo muito do que não entendia antes, como ter medo do dia que alguém te encarar nos olhos e simplesmente não falar nada, apenas balançar a cabeça de um lado para o outro, em sinal de decepção. Decepção... Acho que todo ser humano tem medo de ser uma grande decepção, senão para outrem, para si mesmo. Sendo que não posso definir qual a pior, se é que existe alguma pior, pois ambas são no mínimo desestimulantes. Mas apesar de toda essa fachada, sei que posso confiar. Confio que a tal avaliação, não foi sequer um passatempo.
Os alunos tendem a superar os seus mestres, mas os mestres ao serem superados, viram novamente alunos de alguém, e assim o ciclo sempre se renova. Posso talvez nunca seja um mestre genuíno, mas um aluno aplicado, isso posso garantir, um misto de paixão pelo conhecimento e ser intransigente o suficiente, para não admitir jamais ficar para trás.
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