Bello, mas quem és tu?

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A pergunta seria quem sou eu ou quem eu sou? Uma é simples e muitos podem responder, a outra talvez nem eu mesmo saiba.

Muitas palavras...

Se a pergunta fosse... “Como foi teu final de semana?” Poderá responder com um... “Baaaaaaah”... mas na verdade foi bem mais do que isso, por isso escrevo. Sábado, bom foi o começo de um dia que aparentemente não teriam emoções fortes, o CFC estava tranqüilo, e a moto na qual faço as aulas, parece já gostar de mim, sinto, aliás, como se ela fosse minha, e confesso, sinto um aperto no peito quando tenho que ir embora. O sono me consumia e o trem já é como minha segunda cama, senão a primeira... O maquinista anunciava “Estação Mathias Velho”, era hora de descer. Logo então foi que meu ônibus chegou, estranhamente semi-cheio, mas com nenhuma cara muito conhecida, por conseqüência, novamente dormi, mas o ônibus não é a minha cama, assim como a que se localiza no meu quarto e aquele que se localiza nos trilhos. Vi o corpo de bombeiros, e desci atarantado para com que minha casa não ficasse ainda mais distante.
Chegando em casa, o cheiro da comida era embriagante, mas comi apenas a carne e a salada, senti-me rapidamente como uma modelo anorexica, mas ao olhar meus ‘excessos’ voltei a mim, já que eu tenho massa o suficiente para fazer duas dessas, e ainda sobrar uma ‘rebarba’. Após a comida, meu bom e velho companheiro sono voltou e eu valorizei horas de sua companhia junto a amiga que tenho apenas feito apenas visitas breves, a cama.
Cometi o pecado de colocar o celular ao alcance das minhas mãos para despertar, e obviamente ao escutar a melodia de “Florentina de Jesus”, eu o desliguei sem pestanejar, afinal fiz isso de olhos fechados. Então foi as 17hs que escutei a doce voz da minha mãe dizendo... “Meu anjo, não vai querer que eu corte o teu cabelo? Já são 5 horas da tarde passadas...” Pulei rapidamente da minha cama, e comecei os ‘empiriquites’, fazia tempo que estava com vontade de usar ‘meu visual’. Arrumei-me e então saí.
Esteio então era meu destino, Expointer, muita gente, mas o lado que me interessava, era o outro, era lá que estava para mim a grande atração. Afinal, bois e cavalos, não têm a beleza que cultuo, tão pouco a inteligência e o carinho que me cativa. A lotação estava muita cheia, como jamais vi em outrora, mas sob empurrões e algumas ‘apalpadas’ eu cheguei ao meu destino. E somente lá vi, que passei a viagem inteira olhando para pessoas que eu conhecia, mas minha fraca memória não me ajudou a identificar que era, mas antes tarde do que nunca, e adoro cumprimentar, saudações e educação são traços que eu acho deveras marcante.
Sabe? Tenho impressão as vezes de estar chegando em casa novamente, olhares e sorriso no rosto, aonde tenho a convicção de que sou bem quisto por todos.De forma ritualística, o cachorro e o ‘projeto de cachorro’ latiram para mim, e cabelos negros esvoaçantes, junto a um sorriso terno se aproximavam de mim, completado com um “Como tu ta?” e um beijo curto e doce. Senti a boa e velha gravidade, assim como todas as outras leis do “tio Issac”, se perderem quando o perfume invadiu minhas vias aéreas. Ao adentrar, tudo como eu já esperava, muitos ‘olás’ e pessoas felizes, e para mim ao menos, isso é indubitavelmente mais que suficiente para a sensação de leveza que senti.
Logo então foi me requisitado um favor, mas que na verdade para mim, soava muito mais como um prazer, afinal estava fazendo o que gosto, e ajudando pessoas que a cada dia mais eu gosto, e sinto gostarem de mim. Papo vai, papo vem, e ela foi ficar ainda mais bela, sim bela, não bonita, pois a mim beleza soa como arte, e como poderia descrever tal visão como menos que isso? Pois bem, meu olhos se encheram e senti-me com uma cara de “*-*”. Alguns poderiam até pensar, que isso é demasiado exagero, mas eu retrucaria sem pestanejar, mas não sem pensar... “Apenas excedemos algo ou sobre algo, ou alguém de quem gostamos muito, ou mais que isso.” Então, era hora de sair, e uma pessoa que eu realmente descobriria naquela noite que tenho um amor, um carinho muito grande havia chegado com toda sua alegria, arrancado sorrisos de todos. Então, a hora de sair foi sendo adiada, e como de praxe, saímos atrasado. No caminho mais risos e um caro com pessoas aleatórias alegraram o final do percurso até a estação do Trensurb. Conversas no trem e no caminho totalmente aleatórias, até que estávamos na boa e velha Pres.Roosevelt, Embaixada do Rock, Bar do Mário, não necessariamente nessa mesma ordem.
Chegando lá, grandes parcerias, e um pouco mais de alegria e aquela dose de ‘bom velhinho’ para dar aquela ‘calibrada na lenta’. Uma da manhã, hora de ir para a Embaixada, lá uma sociabilização cordial, e tudo começava a ficar levemente tenso, pensei vou para a rua pegar um ar e conversar com o pessoal, eis que sinto um empurrão covarde pelas costas, mas não estava afim de estragar minha noite, e fingi que havia sido um esbarrão comum de festa. Tudo começava a ficar pior, eis que fui chamado num canto, a amiga sincera, que me olhou fundo nos olhos e disse algo que seria fundamental para mim naquela noite... na rua eu via uma mescla de ignorância, um ódio irracional, e uma pessoa alcoolizada e descontrolada, mas tudo bem, não me afetava.
A primeira revelação foi feita, descobri que tenho mais amigos e simpatizantes do que achava que tinha, ao esclarecer a situação, fui posto como ‘o defendido’, e apesar de não gostar de ser passado como ‘o coitadinho’ foi importante para saber que como na música... eles me diziam “Ill never let you walk alone”. Nesse momento eu via, a pessoa para mim que era uma das intocáveis, em um canto reclusa, chorando, estava prestes a perder a razão, mas sabia que eu a decepcionaria se fizesse algo, e era tudo que eu não poderia e não queria fazer, mas literalmente estava para agir com a cabeça de baixo, o testosterona estava pulsando e um desejo de sangue invadia meus olhos e contraia todos meus músculos, deixando minha respiração ofegante, a adrenalina estava instaurada e somente uma ‘coisa’ poderia fazer eu acalmar meu instinto de homem, de macho, de viking, de um bruto aprisionado... sua voz baixa, doce, pedindo por um abraço, e eu sem pensar fiz, se antes sentia-me um touro em meio a uma arena, isso obviamente de forma interna, pois um homem jamais deve demonstrar as suas fraquezas, e agir de forma leviana e sem pensar seria uma, bom então agora sentia-me novamente centrado, com todas minhas faculdades mentais, mais uma ou outra ceninha e uma atitude, para mim, deveras digna de quem não precisava ter feito nada, mas vi uma pessoa, agindo como um homem, de verdade, e esse tipo de atitude é que deve ser lembrada.
A volta no trem se fazia, nisso alguns assuntos da festa que haviam me agradado, voltaram a tona, mas estava sem cabeça para isso, estava muito preocupado, mas não podia ser grosseiro com pessoas que ficaram ao meu lado quando precisei. Mas apenas dava respostas evasivas que não me comprometeriam com nada posteriormente. Então, fora feita o que eu poderia chamar de segunda revelação, mas não era uma revelação, mas sim a concretização com palavras de algo que havia descoberto outrora. Eu ouvi as palavras de um sentimento que para mim, é claro, é como se fosse uma garrafinha de água mineral, sem rótulo, todos sabem que é o que é, mas não está realmente evidenciado, agora estava. Mas sinto de tal acontecimento ter sido feito por uma situação ruim, mas como dizem, sempre em uma situação adversa algo importante acontece, e de fato foi. Mas se o objetivo do sujeito em questão era estragar algo, foi o contrário, ao menos pelo que pude sentir, que eu acho estar correto, só reforçou os laços, transformando-os em algo que ainda possui a beleza de um top delicadamente moldado, mas a suavidade do cetim, porém agora, com a dureza de uma rocha.
Por fim, na terceira revelação, pude adicionar mais uma pessoa , que agora está entre os ‘intocáveis’, uma amiga, muito além de uma parceria, o tipo de pessoa que num momento ruim, eu posso pedir um norte, alguém que agora tem toda profundidade da minha amizade, pois me provou seu valor e sua força. Bom minha noite terminou tranqüila, um cara que já posso chamar de ‘meu bruxo’, com seu bom humor habitual, fez a gentileza de me levar até os redutos de minha casa. Minha maior confidente, minha melhor amiga... Minha mãe notou que ainda possuía resquícios de raiva e adrenalina, minha sobrancelha esquerda tremia, e isso eu não pude disfarçar, mas fui sincero e disse que até outro momento queria esquecer aquilo.
Poucas horas de sono, me acordei, almocei, e daí sim, conversei com minha mãe, que não opinou, apenas absorveu e me disse que não tinha no que opinar, mas acha que apesar de incentivo para não fazer nada, fiz a coisa certa. Isso me deixou o peito estufado, pois ouvi uma opinião experiente e sábia que concordara com minha atitude.
Então, como de praxe, me arrumei e rumei à cidade de Esteio novamente, tive que esperar 3 trens passarem para poder entrar em um, aonde tive ainda a sorte de ele fazer uma ‘parada estratégica’ de 15 mins na estação Petrobrás. Esteio, cheguei.... Ao inferno, Dezenas, senão centenas de milhares de pessoas aglomeradas rumando ao lado esquerdo do metrô, enquanto ao queria acesso ao outro lado, mais meia hora, mas cheguei à parada de ônibus, e posteriormente ao meu destino. Lá se aguardava um momento muito esperado, o momento em que o “bebê da casa” praticaria para seu exame automotivo. Fomos então rumo a algum lugar deserto, eis que fui informado que conheceria ‘alguém’, obviamente, fiquei receoso, mas coloquei em mente que o segredo era ser eu mesmo, pois não adiantaria fingir algo para que alguém gostasse de mim. Quanto as praticas, tirando um ou dois sustos, ela foi bem, mas me assustou um pouco, o fato de suas aulas estarem acabando, felizmente ela é sensata o suficiente para saber que precisar de mais treino. Por falar em treino, tive minha primeira experiência com um carro, apesar de alguns erros, senti que fui bem, tive confiança em mim e acho que isso me ajudou bastante.
Estranhamente não estava nervoso, e tudo fluiu muito bem, bem demais, e no fim, estavam os três feijõezinhos que crescem, o O, a A e a E, com suas ‘pessoinhas’, em uma reunião familiar ,com uma família grande, evento no qual eu nunca havia participado, foi um momento mágico, em todo seu contexto, até quando o gato resolveu roubar a cena.
Por fim, um DVD de comédia, uma noite e uma tarde com grandes companhias, e com a companhia ‘mais grande’, e o que posso dizer? Que eu me sinto encantado com tudo isso. Pode ser até enjoativo para quem está lendo, mas posso afirmar que quando fecho meus olhos e lembro-me daquela voz doce, o que sinto é apenas uma paz de espírito.
O texto ficou bastante grande, mas eu poderia escrever mais, fazer um livro, mas o motivo no qual pelo que eu faço isso é que eu preciso desabafar o que sinto e o que passo, mas tenho consciência de que as pessoas não estão disponíveis a todo momento para ouvir o que tenho para dizer, por isso escrevo, afinal quando alguém estiver interessado, poderá digitar em seu browser iosonobellobr.blogspot.com e saber o que se passa em minha cabeça e/ou coração.

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